Nos dias 13, 14 e 16 de fevereiro, as Aliadas de Schoenstatt de São Bernardo se reuniram para uma formação intensiva de carnaval.
Enquanto muitos viajavam ou se perdiam neste tempo antecedente a Quaresma, elas optaram por estarem juntas e ouvir um pouco mais sobre Schoenstatt.
No sábado, primeiro dia de formação, as jovens dividiram-se em dois grupos e listaram quais as doenças do nosso tempo bem como os remédios capazes de curá-los. Após isso, foi falado sobre o Homem Velho: aquele que possui todas as enfermidades de nossa época. O Homem Novo Schoenstatteano, de contra partida, é aquele que vem para vencê-lo – na sociedade e em nós mesmos. Este homem, formador de história, orgânico e vinculado, luta contra o mecanicismo e coletivismo que arrasta o mundo para baixo, e busca mudar este mundo radicalmente, sem remendos.
A segunda manhã teve abertura com a seguinte pergunta: o que é AMOR? Novamente divididas em dois grupos, as Aliadas listaram qual seria, para elas, o significado desta palavra, e quais as coisas que faziam parte de suas vidas que têm o mérito de serem amadas. Viram a seguir que o Homem Novo é redimido em Cristo e radicalmente transformado no mais profundo pelo amor. Que este homem possui seus vínculos baseados no amor e que cria pontes por meio dele. Aprenderam sobre as diferentes e equivocadas aplicações desta palavra, e que nós, cristãos, devemos amar como Jesus, devemos ser transformados e orientados pelo Caritas Christi – daí surgem os vínculos e a capacidade de formá-los.
Após lerem a parábola do Bom Samaritano, compreenderam que o Amor Cristão é o amor de iniciativa, onde morre o meu “eu egoísta” e se nasce para o outro – de egocentrismo para alocentrismo. Quando vencermos o infantilismo e egoísmo em nós mesmos e, assim como Maria, vivermos orientados pelo “Tu”, aí sim construiremos uma Sociedade Nova.
Por fim, na terça-feira de carnaval e último dia de formação, as Aliadas se dividiram e, lendo as passagens bíblicas correspondentes, apresentaram o que havia em comum entre Abraão, Noé, Moisés, Maria e Jesus. Foi visto que a História da Salvação foi construída por meio de alianças entre Deus e os homens, alianças as quais tiveram sempre a iniciativa divina. Esclareceu-se também que Deus não escolhe os mais capacitados: opta pelos instrumentos que se reconhecem como tais. No mesmo dia explanou-se sobre os três selos que possui toda a aliança onde, não apenas a iniciativa de Deus, senão o compromisso mútuo e fidelidade irrevogável garantem vida e graças entre os aliançados e as gerações futuras.
A Nova Aliança, vinda de Cristo, é a aliança eterna entre Deus e os homens, e a ela devemos fidelidade sem fim. Esta, por sua vez, teve origem em Maria, que é a Portadora da Nova Aliança e o caminho mais seguro entre os homens e o Pai Celeste. A Aliança Batismal nos introduz nesta graça e missão cristã, e nela devemos basear nossa vida de santificação.
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